Mães na dor:: mulheres órfãs de filhos (Portuguese Edition) por Bruna Vieira

October 20, 2019

Mães na dor:: mulheres órfãs de filhos (Portuguese Edition) por Bruna Vieira

Titulo del libro: Mães na dor:: mulheres órfãs de filhos (Portuguese Edition)

Autor: Bruna Vieira

Fecha de lanzamiento: October 30, 2018

Número de páginas: 256 páginas

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O livro-reportagem Mães na Dor: mulheres órfãs de filhos traz os perfis de cinco mães do Grupo Mães na Dor, com sede em João Pessoa. Conta as histórias de vida dessas mulheres que perderam seus filhos de forma trágica, vítimas de homicídios, revelando os esforços utilizados para a superação do sofrimento e mostrando quem eram as vítimas por trás das tragédias.
Esta é uma história de dor, de força e, acima de tudo, de amor. São as histórias das mães de Everton, Aryane, Elton, Natan, Rogério e Dudu. Além de mães, são mulheres, que desde cedo enfrentaram dificuldades e tentam superar as marcas da violência que cruzaram seus caminhos.
A angústia de perder um filho se apresenta de uma forma, a de conviver com a perda pelo resto da vida, de outra. E a batalha contra a impunidade é o elo que as une. A cada prisão de um assassino, um alívio. Porém, nem todos os casos tiveram um desfecho justo.
Em outubro de 2008, Dudu foi assassinado aos 23 anos em uma pizzaria próximo à sua casa. Dois anos depois, em março de 2010, Everton Belmont, de 27 anos foi morto à queima-roupa durante uma discussão por causa de um cheque de R$ 500,00. Um mês depois, Aryane Thaís, com 21 anos, é estrangulada pelo namorado porque se recusou a fazer um aborto. Sua mãe, Hipernestre Carneiro, inicia a peregrinação do Grupo Mães na Dor. Em outubro do mesmo ano, mais uma mãe na estatística: Elton, 22 anos, é executado por traficantes. Em 2014, um triângulo amoroso matou Higor Natan aos 21 anos, também em outubro. E em outubro de 2015, Rogério, que era irmão de Dudu, foi assassinado dentro da própria casa, aos 34 anos.
Mais que a dor, o que se pretende revelar é como vivem essas mulheres, seus anseios e suas perspectivas. O que mudou com a morte dos filhos e, de que maneira a união as ajuda a seguir em frente e acolher outras mães que, infelizmente, não cessam de chegar ao grupo.
A escalada de violência deve ser tratada pela mídia não apenas de forma factual, mas de forma analítica, investigativa e humanizada, propiciando reflexões e debates que levem às ações de mudança social desse contexto. A violência precisa ser compreendida em suas origens sociais e em nível individual, suas causas e efeitos. O papel do jornalismo não é somente informar, mas colocar questões como essa em debate.
O livro aborda aspectos relacionados à violência no contexto paraibano, a partir do olhar e registro do sofrimento dessas mulheres que se uniram para enfrentar a dor, o luto e a luta por justiça.